Gestos e prosódias sertanejas: uma jornada feminina e vespertina em Batalha – AL
DOI:
https://doi.org/10.51880/ho.v28i2.1591Palabras clave:
Programa Mulheres Mil, Oratória, Sertão NordestinoResumen
O artigo parte de uma experiência dentro do Programa Mulheres Mil desenvolvido pelo Ministério da Educação e dirigido sobretudo para mulheres em situação de vulnerabilidade. No recorte abordado, na cidade de Batalha, no sertão alagoano, a perspectiva se volta para o desenvolvimento da disciplina “Oratória: expressão corporal e vocal” dentro de uma formação de produtoras de derivados de leite. Acepções estigmatizadas do território são contrapostas pelos gestos, prosódias, discursos que se desenvolveram ao longo da formação, que buscou encarar os dilemas, sobretudo mercantis das acepções empreendedoras que a atravessaram. A infiltração de uma presença que veio de um território distante (Sudeste) e de formação ligada aos estudos performativos tensiona o campo da oratória. O entardecer ganha foco, tanto na sua literalidade, já que nesse período a formação se desenvolveu e enquanto metáfora das desconstruções contingenciadas em analogia à gradual perda de luz.
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