Èṣù e Sankofa: composições corp(O)rais e tempo circular
DOI:
https://doi.org/10.51880/ho.v28i2.1560Palabras clave:
Èṣù, Sankofa, Corp(O)ralidade, temporalidade circular, ancestralidade, PsicologiaResumen
O artigo discute as relações entre Èṣù, Sankofa e a Corp(O)ralidade na construção de uma temporalidade circular, articulando saberes ancestrais e práticas corporais afro-diaspóricas. A partir da metodologia afeTAR, desenvolvida também através do estudo da dança afro, analisa-se como o corpo atua como arquivo de memórias e conhecimento, subvertendo a linearidade ocidental do tempo. Èṣù, guardião das encruzilhadas, é compreendido como mediador entre mundos, enquanto Sankofa, símbolo Akan de resgate ancestral, convoca o retorno ao passado para aprendizado e transformação do presente. A Corp(O)ralidade, inspirado na escrevivência de Conceição Evaristo, propõe o corpo como meio de transmissão de saberes, resistências e reexistências. A dança afro, nesse contexto, é produção de conhecimento ancestral, onde o movimento do corpo e a oralidade constroem narrativas coletivas que questionam as epistemologias coloniais, reafirmando a ancestralidade como eixo de produção de conhecimento.
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Fontes orais
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