Ensino de História, História Oral e patrimônio cultural: a produção de outras narrativas sobre Feira de Santana (BA)
DOI:
https://doi.org/10.51880/ho.v28i3.1501Palabras clave:
Ensino de História, Patrimônio Cultural, História OralResumen
Olhar os distritos de Tiquaruçu e Matinha (Quilombo), situados no município de Feira de Santana (BA), como territórios educativos é um exercício analítico que propomos neste trabalho. Para tal, tomamos como objeto de refl exão as ações do projeto de educação patrimonial intitulado “Feira Que Te Quero Ver”. Buscamos problematizar como o referido projeto, usando a metodologia da História Oral e a produção audiovisual, no ano de 2017, contribuiu para que os estudantes pudessem discutir ancestralidade, reconhecimento e pertencimento. O estudo nos aponta que o projeto de educação patrimonial colaborou para a produção da subjetividade das crianças e que as atividades História Oral e produção audiovisual estimularam o interesse das crianças pela história local e pela memória e patrimônio negro. Sem dúvida, vimos que a História Oral é uma potente ferramenta pedagógica no movimento de construção de outras narrativas sobre Feira de Santana.
Citas
BAHIA. Secretaria de Cultura. Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia Ofício de vaqueiro / Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia. Salvador: Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, 2013.
DERALDO, Fábio. Oxe! Que Bahia é essa! Feira de Santana, Bahia: Na Carona Editora, 2021.
DIEGUES, Antonio Carlos Sant’ana. O mito moderno da natureza intocada. 4ª ed. São Paulo: Hucitec, USP, 2004.
DIEGUES, Antonio Carlos Sant’ana. Biodiversidade e Comunidades Tradicionais no Brasil. São Paulo: NUPAUB-USP, PROBIO-MMA, CNPq, 2000.
DIEGUES, Antonio Carlos Sant’ana; MOREIRA, André de Castro (orgs.). Espaços e Recursos Naturais de Uso Comum. São Paulo: NUPAUB-USP, 2001.
FAVELA É ISSO AÍ. Distritos de Feira: imagens das culturas populares. Feira de Santana, Bahia, 2020.
GIL, Carmem Zeli de Vargas. Educação Patrimonial no Ensino de História: Reconhecer, Valorizar e Reparar. Revista Palavras Abertas, n. 4, out. 2021.
GIL, Carmem Zeli de Vargas. Investigações em educação patrimonial e ensino de história (2015-2017). Clio, Recife, v. 31, n. 1, p. 107-127, jan./jun. 2020.
LIMA, Márcia. Desiguadades Raciais e Políticas Públicas: ações afirmativas no Governo Lula. Revista Novos estud. CEBRAP, São Paulo, v. 87, 2010.
MATTOS, Hebe (org). História Oral e comunidades: Reparações e culturas negras. São Paulo: Letra e Voz, 2016.
MOURA, Lucivânia da Silva; TELES, Alessandra Oliveira: LIMA, José Raimundo Oliveira Lima. O distrito de tiquaruçu como referência no uso da tecnologia social para produção de bonsai. In: Anais de evento, 2018.
Monteiro, G. R. F. de F., & Almeida, A. L. L. T. de. (2020). Território e territorialidades dos povos e “comunidades tradicionais” no Brasil: uma aproximação. Revista Interdisciplinar Em Educação E Territorialidade – RIET, 1(1), 137–165.
NEVES, Dulce Dilma Oliveira. História local e educação patrimonial: perspectivas e abordagens pedagógicas nas aulas de história. Perspectivas e Diálogos: Revista de História Social e Práticas de Ensino. Caetité, BA, vol.01, n.09, p.28-44, Jan./jun.2022.
QUEIRÓZ, Washington. Bahia e vaqueiros: um débito. Salvador: Universidade Federal da Bahia, 2009.
SAILLANT, Francine. Reconhecimento e reparações: o exemplo do movimento negro brasileiro. In:MATTOS, Hebe (org). História Oral e comunidades: Reparações e culturas negras. São Paulo: Letra eVoz, 2016.
SANTOS, Letícia Cerqueira Silva dos Santos ENSINO DE HISTÓRIA E MEMÓRIA: A IDENTIDADE QUILOMBOLA NA MATINHA DOS PRETOS. In: Anais do XII Encontro Perspectiva do Ensino de História. 2021.
SCHMIDT, Maria Auxiliadora; CAINELLI, Marlene. Ensinar História. São Paulo: Scipione, 2010.
SCHMIDT, Maria Auxiliadora; CAINELLI, Marlene. História local e o ensino de história. In: Ensinar História. São Paulo: Scipione, 2004.
SCHWEITZER, Josiane. O Patrimônio Cultural na Sala de Aula e as Possibilidades de Construções de Abordagens Decoloniais nas aulas de História da Educação Básica. 2020.Disponivelem:https://www.perspectivas2020.abeh.org.br/resources/anais/19/epeh2020/Acessado em: maio/2024.
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE FEIRA DE SANTANA. Regulamento do Projeto “Feira que te quero ver”. Feira de Santana, 2018, 3ª edição.
SILVA, Mayara Plascido. 'Revolução Sem Sangue' Na 'Decantada Pátria De Lucas' - Experiências de Trabalhadores/as Negros/as e Migrantes no Pós Abolição. Feira De Santana (1890-1930), Salvador, 2017.
SOUZA, Railma dos Santos. Memória e história quilombola: experiência negra em Matinha dos Pretos e Candeal (Feira de Santana/BA) / Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Cachoeira,2016.
SINGER, Helena (org). Territórios educativos: experiências em diálogo com o Bairro-Escola. São Paulo: Moderna, 2015.
TOLENTINO, Átila. O que não é educação patrimonial: cinco falácias sobre seu conceito e sua prática. In: TOLENTINO, Átila Bezerra; OLIVEIRA, Emanuel. Educação Patrimonial: políticas, relações de poder e ações afirmativas, João Pessoa: IPHANPB, Casa do Patrimônio da Paraíba, 2016.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 História Oral

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
A revista História Oral é licenciada de acordo com a atribuição Creative Commons BY-NC-ND 4.0 (Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional). Dessa forma, os usuários da revista têm o direito de compartilhar livremente o material, copiando-o e redistribuindo-o em qualquer suporte e formato, desde que sem fins comerciais, fornecendo o crédito apropriado e não realizando mudanças ou transformações no material. Para maiores informações, ver: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt_BR


