História oral, memórias e campesinato negro/mestiço na Bahia pós-abolição

Edinelia Maria Oliveira Souza

Resumo


O texto tem por objetivo refletir sobre como os rastros de memória sinalizam as experiências da escravidão e da liberdade no Recôncavo Sul Baiano. A utilização da história oral, em cruzamento com outros registros de memórias – a entrevista de um ex-escravo, publicada em um periódico local em 1933, e a obra de um memorialista, de 1967 –, possibilitou reconhecer como as populações negras e mestiças construíram e reinventaram relações de trabalho e práticas de luta pela cidadania no pós-abolição, nessa porção do Recôncavo Baiano, onde o povoamento se acentuou no final do século XIX, com predominância de propriedades rurais de médio e pequeno porte.

Palavras-chave


memórias, pós-abolição, campesinato, Recôncavo Sul Baiano

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